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  • 15.mai.2016

    Dilma e o presidencialismo de coalizão

    Dilma deixou o Planalto sem atender Eduardo Suplicy.

    http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2016/05/dilma-deixara-planalto-sem-atender-suplicy.html

    A arrogância de Dilma foi tamanha, até com os próprios correligionários… O presidencialismo de coalizão não funciona com uma chefe do Executivo extremamente centralizadora e arrogante. O presidencialismo de coalizão pressupõe o poder compartilhado. Pressupõe a coordenação da agenda de igual para igual. Somado ao seu viés centralizador, veio o déficit fiscal, o aumento da inflação e do desemprego, a crise econômica, a consequente queda na popularidade da presidente e uma agenda de ajuste fiscal que queria que o Legislativo aprovasse a volta da CPMF. Um contexto que dá todos os indícios da dinâmica centrífuga do apoio do Legislativo. A presidente Dilma colheu o que plantou. A forma como foi feito o processo de impeachment é cheia de controvérsias. A cobertura festiva e enviesada da mídia é alarmante. E a entrada do PMDB no poder, apesar de inspirar confiança no campo econômico, aponta, por outro lado, retrocessos a perder de vista no campo social, no campo do direito das minorias e talvez até no fortalecimento democrático institucional que temos acompanhado – como a Lei Anticorrupção que entrou em vigor em 2014. Vem aí novos tempos na política, uma nova coalizão, uma nova agenda de ajuste fiscal e permanece a constante dos avanços e retrocessos. Tratando-se do PMDB e seu fisiologismo histórico, não há motivos para comemorações.

    Postado em 15 de maio de 2016

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